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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Saint Seiya - resenha do mangá clássico

Os títulos da Shonen Jump nos anos 60 eram bastante focados em competições de esportes. Claro, as coisas podiam acontecer de forma boba e com regras absurdas, mas geralmente usando um esporte do mundo real, tal como: boxe, wrestling, Kendo, etc.

Na decada seguinte as coisas começaram a tomar um ar mais ousado, bons exemplos disso é o mangá de boxe - Ring ni Kakero (Masami Kurumada), ou Astro Kyudan (mangá de beisebol criado por Norihiro Nakajima). Apesar de elementos fantasiosos, ainda se baseavam em esporte existentes.



Na decada de 80, os gêneros da ficção científica e fantasia se tornaram a principal atração, e até hoje, os shonen mangá estão repletos por vampiros, cyborgs, entre outras coisas. É focado nesse cenário que surgiu Saint Seiya, um dos mais influênte e fantasioso título que desfilou pela Shonen Jump.

Saint Seiya é possivelmente o melhor mangá de combates da Shonen Jump nos anos 80. É fácil encontrar obras influênciadas pelo título, alguns deles: Yu Yu Hakusho, Bleach, Yu Gi Oh!, Naruto.

A história começa mostrando seu protagonista, Seiya, um jovem rapaz determinado a cumprir treinamentos além dos limites humanos. Seiya é um, entre 100 orfãos, enviado pela Fundação Graad para diversas partes do mundo afim de conseguir uma armadura de santo (cavaleiro). Na Grécia, ele é treinado por Marin, uma mulher misteriosa com uma máscara.

Seiya tem grande rancor contra a Fundação Graad, que o separou de sua irmã Seika no orfanato Crianças das Estrelas (Hoshi-no-ko Gakuen). O motivo de toda essa tragédia que ronda o jovem, assim como sua ida para a Grécia tem como finalidade torná-lo um santo de Athena, um lendário grupo de guerreiros dedicados a proteger o mundo e garantir a justiça contra o mau. Além disso, Saori, a neta mimada da Fundação Graad, é na verdade a encarnação da Deusa Athena. Seiya depois de longos 6 anos se torna o cavaleiro de Pegaso, e logo reencontra seus amigos no Japão, apenas 10 conseguiram voltar com as armaduras de santos, dentre eles: Shiryu de Dragão, Hyoga de Cisne, Ikki de Fênix e Shun de Andrômeda.

Apesar de todos tormetos submetido em seus treinamentos, isso foi apenas a ponta da lança para a responsabilidade que veio a seguir. Além de sua incrível capacidade física, os santos tem dois poderes que vale ressaltar.
1) Um deles é o COSMO, que é basicamente como o Chakra ou Ki, mas baseado em uma idéia elegantemente compreensível: todo objeto detem dentro de sí parte do cosmos inicial gerado pelo BIG BANG, aqueles capazes de liberar essa energia subatômica desses átomos podem realizar proezas incríveis.
2) O segundo poder dos santos é sua armadura, criada pela Deusa Athena, que se baseou nas constelações do céu. É classificada em três tipos: bronze, prata e ouro (sendo este ultimo o mais poderoso e cheio de acessórios).


Artes marciais, mitologia, história de fundo trágica e uma linha enorme de brinquedos... esses são todos elementos que fizeram de Saint Seiya um sucesso. Mais do que qualquer outro mangá que eu consigo me lembrar, a obra é repleta praticamente de lutas. Ao saber inicialmente o conceito proposto por Kurumada, é de se pensar que haveriam cenas de monstros mitologicos destruindo cidades, várias aparições de deuses e etc. Ao inves disso, você vai encontrar jovens com belos cabelos compridos ferindo uns aos outros.

Existem algumas páginas aqui e ali onde você encontra um acontecimento sem qualquer cena de combate, mas visivelmente o autor preferiu se focar numa estética simplificada onde aparecem 100% de batalha, lembrando um pouco os tokusatsus e seus "monstros do dia". Dizendo isso, você pode ter em mente que pode pegar o mangá em um volume qualquer e ver muitas lutas legais e vai fazer tanto sentido quanto para alguém que le desde o início.


É claro que apesar de simples, a trama presente nos 28 volumes de Saint Seiya tem arcos complexos:
O primeiro - Arco Santuário, conta a história dos santos de bronze, que enfrentam-se entre sí num torneio para despertar uma conspiração que pendura no santuário (centro do poder de Athena) por anos, eles são acusados de traidores e devem enfrentar os inimigos enviados pelo Papa - braço direito de Athena, é quem comanda suas tropas.
Sua sequência de lutas leva-os para o santuário em um confronto direto ao Papa (que na verdade é um impostor) para reestabelecer a ordem, os cinco santos de bronze travam confrontos eletrizantes contra os doze santos de ouro para salvar a vida de Athena.

O segundo - Arco de Poseidon, mostra um desafio real a humanidade, ou seja, uma entidade divina. Assim como Saori é a encarnação de Athena, existem outros seres humanos na Terra que receberam entidades dos deuses, e eles não estão felizes. Poseidon, o deus dos mares inicia seu plano de afundar a Terra sob as ondas e chuvas torrencias, afim de eliminar a humanidade por tratar tão mal seu planeta.

O Terceiro e ultimo - Arco de Hades, é tido como o melhor por muitos. O deus do mundo dos mortos retorna de seu sono, seu exercito é composto por 108 espectros e dois deuses menores (Hypnos e Thanatos). Os santos de ouro mortos são revividos como inimigos, mas este é apenas uma distração para o real objetivo: Bloquear a luz do sol, alinhando todos planetas, assim todo o mundo dos mortos reinaria sobre a Terra. Nesse arco temos um inferno influênciado pela Divina comédia de Dante, Shun sendo a encarnação de Hades, recriação do conto de Orpheu e os juizes Rhadamanthys, Minos e Aiacos. Um sucesso bem recebido pela critica.

Posteriormente a obra ganhou nova sequência e histórias alternativas (Episodio G e Lost Canvas), mas estes 28 volumes são o coração de Saint Seiya. Vejamos alguns padrões marcantes na série:

Este é um mangá composto por: homens, homens, homens... O elenco de Saint Seiya é quase exclusivamente masculino, mas existem aqueles que apresentam uma beleza semelhante a feminina. Shun de Andrômeda, é o exemplo mais óbvio, mas o mangá inclui outros personagens bishonen: Misty de lagarto e Aphrodite de Peixes. A moral - um pouco de androginia pode ser bom, mas em grande escala pode ser torturante. Não é nenhuma surpresa saber que a obra era popular entre dojinshi yaoi nos anos 80 (a CLAMP fazia parte desse grupo).

Kurumada é repetitivo em alguns acontecimentos de seus mangás, isso pode não agradar muitos fãs.

Saint Seiya é um dos mangás mais masoquistas que ja li. Se você não pode machucar seu oponente, você pode, pelo menos, provar sua masculinidade e ferir a sí mesmo, se isso servir de alguma forma para matar seu oponente, exemplos:
  • Depois de ser derrotado por Hyoga, o Cisne negro arranca um de seus olhos e teletransporta para seu mestre (Ikki), assim o golpe "Kholodyni Smerch" seria evitado por Fênix, que viu a cena na retina do olho do Cisne Negro.
  • Quando Seiya está sofrendo da Morte Negra, Shiryu perfura o corpo do Pegasus, esguixando sangue "Tudo bem, estou abrindo seus pontos cosmicos" diz Shiryu;

  • Ao enfrentar Algol de Perseu, Shiryu rasga seus olhos para evitar ser transformado em pedra;

Com isso temos a mensagem que a dor é como os heróis ganham o seu heroísmo. A cultura japonesa glorifica o auto-sacrifício? "A obrigação é mais pesada do que as montanhas, mas a morte é mais leve que uma pena" dizia um codigo restrito do exercito Imperial Japonês, citado por Ian Buruma no seu livro "O Ocidente aos olhos de seus inimigos". Em suas notas de autor, Kurumada expressa admiração por Johann Heinrick Heine (1797 - 1856), poeta alemão que glorificava a morte por seu país. O amor pela antiga Europa, jardins floridos e jovens nobres podem explicar muito sobre Saint Seiya.

Mesmo repleto de mortes, sangue e desmembramento, Saint Seiya de alguma forma nem parece violento. Os combates são realizados em sua maioria utilizando somente socos e chutes, nada de objetos pontiagudos ou armas de fogo. Para completar, raramente acontecem cenas de impacto explicito. As cenas de luta são desenhadas de tal forma que os personagens estilizados geralmente parecem estar acertando o leitor mais do que o oponente: alguém está dando socos no ar, e depois blam, no outro quadro tem alguém sendo arremessado no ar!

A obra apresenta várias técnicas com efeitos "pior que a morte", Mascara da Morte invia suas vitimas para o submundo e seus espiritos amargurados ficam vagando por sua morada e cobrindo as paredes do local. O Golpe Fantasma de Fênix cria um mundo de ilusão, onde o oponente tem um terrivel pesadelo e diminui sua capacidade motora. O cavaleiro de Gêmeos envia suas vítimas para outra dimensão, vagando eternamente sem rumo. Shaka de Virgem lança seu oponente em um dos seis reinos budisas da Transmigração.

Esse tipo de coisa são o tempero de vida em Saint Seiya, já que o conteúdo artistico e a historia são bastante simples, consistindo de: caras parecidos, armaduras bem elaboradas e lugares de pouco acesso, onde as lutas acontecem um-a-um. "Vá em frente, encontro você depois" se tornou uma marca usada inclusive em outras séries.

Outra ferramenta interessante utilizada por Kurumada é a fotocopiadora. Em algumas batalhas, o background é coberto pelo espaço cósmico. Quando Ikki enfrenta Shaka, o fundo se enche de arte fotocopiada de mandalas budistas. Provavelmente foi feito para poupar tempo, mas o resultado final ficou incrível.

Kurumada Blasfemador? É fato que o autor usa referências de todas culturas, inclusive a cristã, que sempre é vista por esses lados como "intocável". Exemplos:
  • O regente de Athena, e vilão do primeiro arco é chamado Papa (no resto do mundo foi adaptado para Grande Mestre), ele usa vestes longas e uma grande cruz no pescoço, sem contar que viaja entre as pessoas comuns e entrega sua unção para remover os pecados daqueles que estão proximos a morte.

  • Ser crucificado, ou pelo menos amarrado a uma cruz (Marin), é uma das torturas infligidas a Seiya e seus amigos. Mitsumasa Kido (Dono da fundação Graad e pai dos protagonistas), realizou a vontade dos deuses mesmo que para isso fosse visto como um monstro cruel, esse trecho da história tem uma citação de Abraão.

  • Em Poseidon, o deus dos mares diz ter polpado no passado Noe e sua familia, fazendo assim outra referência a Bíblia.

  • No arco de Hades, os idéais cristão e grego estão inextricavelmente misturados. Seiya, nos momentos finais da história faz o discurso no qual culpa os deuses por todos problemas da humanindade, declarando seu ateísmo ou anti-teismo. Como curiosidade, vale dizer que há pequenos grupos na Grécia nos dias de hoje dedicados a reviver a antiga religião, e alguns deles provavelmente odeiam Saint Seiya.

Cansado(a) de ler? Desculpe, me empolguei por se tratar de uma obra que representa tanto para mim. Sei que existem outros mangás shonen de luta que são mais sofisticados, mais inteligente, melhor elaborado, mas posso dizer que pode não haver outro tão sincero. Saint Seiya é um sucesso fabricado, mas ele é perfeito por ser o que é. A melhor maneira de perceber isso é dedicar um tempo para lê-lo.

Você pode baixar o mangá AQUI
Espero que tenham gostado da matéria, ja nee /o/

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

[Resenha do Seiyaknight] B't X


Obra de mecha/ficção ciêntifica criada originalmente pelo mangaka Masami Kurumada, em março de 1995. Compreendeu no total 16 volumes Tankohon, pela Shonen Ace - Kodokawa. Seu sucesso rendeu uma serie de anime pela TMS (mesma responsável por Saint Seiya: The Lost Canvas), contendo 25 episódios e uma sequência em 14 OVAs (chamada B'tX Neo).
No Brasil o mangá foi lançado pela JBC, infelizmente o anime nunca chegou em nossas terras.


Sinopse:
A trama tem como protagonista os irmãos Takamiya (Teppei e Kotaro), que acabaram se envolvendo com uma organização crinimosa conhecida como O Império das Máquinas. Um B't criado por tal organização ameaça a destruição mundial, devido suas propriedades de se alimentar de qualquer ser vivo, seu nome é Raffaelo.


B't são robôs que possuem cérebro e consciência própria, quando são criados eles recebem sangue de um doador e este se torna seu mestre.


Abertura do B't X NEO


Você pode baixar o anime B't X aqui
Você pode baixar o anime B't X NEO aqui
Comunidade onde estão sendo postado os mangás aqui

Considero esse um grande Hit de Masami Kurumada, onde apresentou um roteiro firme e repleto de personagens carismáticos. Aconselho a todos que curtem um bom shonen.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

[Resenha:seiyaknight] Great Teacher Onizuka - Live Action


Genero: ação, comedia, drama, romance (contem violência e cenas de nudismo)
Numero de Episodios: 12
Duração p/ ep: 45 minutos

Tema de Abertura "POISON ~言いたい事も言えないこんな世の中は~" by Takashi Sorimachi


Você curte o ensino medio?Pergunta idiota. Quem poderia apreciar um desfile de professores palestrando sobre lixo que não tem nenhuma relevância para a sua vida, ou pilhas de lição de casa que cortam seu sono e sua diversão? Quando você está numa escola, adolescencia é um rito de passagem, a porta de entrada para o sucesso e a felicidade no mundo "real".

Mas Great Teacher Onizuka vê as coisas um pouco diferente. E ele está determinado a mostrar-lhe a luz.

Ele pode ameaçar sua vida, balançando-o no telhado de um arranha-céu, ou deixá-lo ser agredido por valentões de rua, mas é tudo em nome da educação, realmente. Além disso, o que você esperaria de um ex-encrenqueiro do ensino médio? Onizuka Eikichi é pobre na diplomacia, por isso ele vai com sua força: a histeria de bom coração.

Palhaçadas malucas, nobres intenções e pilhas de humor fez de GTO um dos Drama de TV mais assistido na história do Japão, e com razão. Ele te atrai e não vai deixar ir até você estar rindo, chorando, ou (preferencialmente) ambos.


Por que um ex-motociclista que vive assistindo pornografia e trabalha lavando janelas quer ser um professor? Quem sabe, ele simplesmente faz. O que importa é que a Academia Musashi Seirin está atravessando uma crise, e a diretora do local é desesperada o suficiente para consertar as coisas, ela contrata o Onizuka. Ele se mostra feliz em seu primeiro dia como professor, tem um encontro com a bela professora de Inglês Azusa Fuyutsuki, e se prepara para instruir a classe infame 2-4.


A classe 2-4 é extremamente problematica. Há o gênio que faz montagens de imagens no PC constrangendo professores, patricinhas que espancam colegas... basicamente toda afliçao ou aborrecimento que você possa imaginar.


Fuyutsuki alertou Eikichi antes de entrar na sala "O professor anterior teve um colapso nervoso, e desapareceu", mas ele não parece nem um pouco preocupado.
"Eles são um bando que ninguem se importa, certo? Estou acostumado com isso".

Takashi Sorimachi, que interpreta Onizuka, preenche seu papel de forma muito competente, fazer um espetáculo vem naturalmente para ele. Sorimachi sempre consegue roubar a cena. Onizuka pode ser frio ou sensíveis, astúcioso ou tolo, em cada aspecto Sorimachi execuções com extrema facilidade.


Nanako Matsushima (Fuyutsuki) é o par romantico de nosso professor carismatico. Os dois brigam excepcionalmente bem (nenhuma surpresa, ja que os atores são casados na vida real). Matsushima claramente adora fazer caretas, Sorimachi também proporciona cenas engraçadas.


As vezes, eles discutem sobre assuntos importantes. Na maioria das vezes é algo como o que é melhor no karaoke ... uma das minhas cenas favoritas. Eles arrastam na presença de um casal de amigos, e cada par tenta uma música (fora do tom, claro), enquanto o outro tem uma conversa sóbria sobre o amor e o casamento.

O que realmente me surpreendeu foi o elenco de apoio, englobando seis professores, alguns amigos, e não menos de quinze alunos com um papel importante. Todos com suas vezes para aparecer, os alunos realmente fazem o show. Miyabi Aizawa que tem um passado vingativo que não a abandona e Tomoko Nomura, que tem que escolher entre a orientação de seus pais e suas próprias aspirações.


GTO é um drama que apresenta um problema com uma solução, uma moral no final de cada episódio (geralmente muito triste ou empolgante). o diretor Suzuki parece saber o limite entre a emoção real e o teatro sem sentido, mesmo as cenas longas nunca são demais.


O espectáculo baseia-se em seu humor louco e situações embaraçosas. GTO é inteligente e incisivo, sem sequer tentar. Talvez por isso fiquei tão maravilhado com essa obra. Já vi o Drama inumeras vezes e posso dizer que é a melhor adaptação dos mangás para a tela, recomendo e sei que não vão se arrepender.
Acredito que a serie teria grande repercussão se fosse exibida em nossas emissoras, ajudando também a renovar series juvenis já batidas (Novelas mexicanas e Malhação).

História: 9.5
Musica: 8
Geral: 9.5

Ponto positivo: Ótima historia, impossível parar de ver pela metade.
Ponto negativo: Apos ver o drama, o filme baseado no mesmo é uma decepção.

terça-feira, 22 de junho de 2010

[Resenha seiyaknight] Cowboy Bebop


Ficha de Produção
Genero: Ação; Ficção Cientifica
Estudio: Sunrise (Gundam)
Autor:
Hajime Yatate (pseudônimo usado por autores da Sunrise)
Direção:
Shinichiro Watanabe (Samurai Champloo; Ergo Proxy; Visions of Scaflowne, e outros)
Musica:
Yoko Kanno (Wolf’s Rain e Visions of Scaflowne)

Shinichiro Watanabe é um consagrado diretor no mercado de anime. Com vasta experiência em cultura pop, tem como marca registrada influencia e citações diversas a ícones do cinema e da musica ocidental. Nos
fins da década de 90, o estúdio Sunrise fez o pedido que o tão experiente diretor apresentasse um projeto ambientado no espaço. Watanabe já tinha algumas idéias formuladas, ao agregá-las junto a sua equipe, grandes temas surgiram e assim o mote central de Cowboy Bebop teve início.

Situada no ano 2071, a história que gira em torno de um grupo de caçadores de recompensa, que viajam na espaçonave Bebop, é contada em 26 episódios, onde há ação, aventuras, crimes e tragédias. Com muitos cenários e profundos personagens combinado com a ótima fluidez da trama.

Você pode baixar o anime: Aqui

Assistir on-line:
Aqui


Nos bastidores das Sessões
Para se entender o titulo da serie, é necessário conhecer um pouco da historia do Jazz. No século XIX, o povo negro dos USA vivia uma situação de extrema segregação racial e, desse lamento, surgiram estilos musicas que autenticavam uma cultura tão rica, unindo a batida da musica africana com a melodia européia. A principio, os jazzistas tocavam “de ouvido”, sem ler partituras, o que foi suplantado na década de 30 com o inicio do “swing”, subgênero de tom formal, como os estilos europeus da época. O contraponto surgiu na década seguinte, com o “bebop”, afinal. A regra era ser imprevisível, deixar de lado a padronização e resgatar a improvisação presente no inicio do Jazz. E essa é a idéia do titulo Cowboy Bebop: subverter as diretrizes dominantes do anime; ser comercial sem duvidar da inteligência de seus espectadores.

As influencias par
a a criação de Cowboy Bebop são um prato à parte no banquete sensorial que é a serie. Apesar de haver centenas de exemplos de uso obvio, e por vezes desnecessário de material ocidental em animações japonesas, a maestria de Watanabe manteve uma correta independência de estilos. E são varias as citações: filmes de faroeste; Kung-Fu; filmes policiais da década de 70, tudo dentro de uma atmosfera musical extremamente rica. Os estilos musicais, alias, têm grande papel no contexto da serie, desenvolvendo os enredos e pontuando as emoções de cada episodio. Os episódios são divididos em sessions, numa alusão as “Jam sessions” do jazz, onde toca-se de improviso, sem ensaios. Não que os episódios sejam constituídos de improvisos – longe disso - , mas o elemento surpresa de cada um deles é sempre presente. Pode-se chamar Cowboy Bebop de “Cult”. De fato, quando a serie foi exibida em 98 na famosa Tv Tokyo, não obteve grande sucesso e foi tirada do ar no décimo terceiro episodio. Os temas adults, embora tratados com sutileza e inteligência, entraram em certa polemica e, por fim, a emissora aberta cancelou a serie na metade. Percebendo o potencial dos demais episódios, o canal de Tv por assinatura japonês WOWWOW deu continuidade a exibição dos treze capítulos restantes.


A musica como Essência
Um grande destaque da série foi o modo como a musica deixou de ser um plano de fundo nas cenas de ação, e se tornou um coadjuvante. Os próprios títulos tinham sentido musical. Yoko Kanno, compositora da maior parte das musicas da serie, foi uma das grandes revelações da produção do anime. Criou-se uma sinergia tão intensa entre sua musica e as intenções do diretor que a trilha sonora ate hoje, é um fator preponderante na serie. A musicista japonesa, que nunca cursou faculdade de música, tem uma grande inteligência musical e é muito eclética. Compor todo tipo de canção, sem ter preferência por qualquer ritmo ou estilo musical, foi fundamental para a trilha sonora de CB. Kanno também esteve à frente de sua banda, os Seatbelts, criada especialmente para a produção musical da serie. O nome é um trocadilho: demonstra como os músicos usam “cintos de segurança” ( seatbelts) para estarem seguros enquanto tocam em intensas “Jam sessions”. Os interpretes variaram, mas geralmente eram Mai Yamane e Steve Conte. Conte, junto com Tim Jensen manteve a parceira com Yoko Kanno em outras series de anime. O grupo uniu-se novamente em 2004 para a criação da trilha do jogo de videogame baseado na franquia.

As portas do Céu – Cowboy Bebop: O Filme
No ano de 2001, devido ao grande sucesso da versão animada, fomos parabenizados com uma versão cinematográfica, que para mim foi ate superior a tudo já produzido anteriormente da franquia. Em seu nome original “Cowboy Bebop: Tengoku no Tobira, citação a musica de Bob Dylan “Knockin on the Heaven’s Door”. A animação é extremamente realista e sólida, a trilha sonora novamente esbanja talento. Nesse filme também, em minha humilde opinião, temos a melhor luta de contato físico já criado em um anime. Vicent VS Spike é de tirar o fôlego do inicio ao fim.




vicent vs Spike

Baixar o filme:
Aqui
Assistir o Filme on-line: Aqui


Filme "live-action"
No dia 23 de Julho de 2008, foi confirmado que será produzido mais um filme de Cowboy Bebop, dessa vez com atores de carne e osso. No dia 16 de Janeiro de 2009, Keanu Reeves (que é um fã da obra) foi confirmado no papel de Spike. A empresa que produzirá o filme será a 3 Arts, Shinichiro Watanabe, diretor da série, e Keiko Nobumoto, roteirista da série, serão os produtores associados. Por falta de orçamento, que segundo o próprio ator Keanu Reeves comentou, estava tão caprichado que o valor da produção chegava a custar meio bilhão de dólares. O projeto segue sem novidades, mas ao que tudo indica, vai ser um filme que honra a franquia em todos os sentidos.


Curiosidades
*A moeda corrente no universo de CB é o woolong, e apesar de alguns especularem suposta paridade entre esta moeda e o iene atual, o mais plausível é que seus valores cheios de zeros (a recompensa sendo 1 milhão de woolong , por exemplo, era considerada baixa pelos caçadores) se devem a alta inflação por qual passou a sociedade após tantas mudanças bruscas.

*As armas de Spike, Jet e Faye são respectivamente uma Jericho 941, uma Walther P99 e uma Glock 30.

*O nome do criador de CB é Hajime Yatate, pseudônimo do estúdio de produção, Sunrise (mesmo caso das antigas obras do Gundam).

*Spike tem olhos bicolores, fato explicado durante a serie
*Uma das influencias de Shinichiro Watanabe usadas em CB é o anime da década de 70 Lupim III, já exibido na Locomootion, com o titulo “Cliffhanger”, eu assistia *-*

*Também há citações a filmes como “2001:Uma odisséia no espaço”,”Alien:O oitavo passageiro”,”Jornada nas Estrelas e “O Corvo”.

*As historias tinham tanto embasamento na realidade que muitos episódios geraram controvérsia no Japão e sobretudo, nos USA, onde alguns deles tiveram a exibição temporariamente cancelada devido a fatos semelhantes ocorridos a época.

*Todos os títulos dos episódios possuem conotação musical, seja direta ou indiretamente.

*Há duas series em mangá baseadas no universo CB: uma delas lançada em terras tupiniquins pela Editora JBC.

*Spike pratica a arte marcial Jet Kune Do (estilo criado pelo lendário ator e lutador Bruce Lee)


Seu anfitrião se despede por aqui dizendo um enorme "BANG"!!!
Oyamusinasai ^.^

quarta-feira, 2 de junho de 2010

[Resenhas do seiyaknight] Hellsing

Vampiros... Sem duvida essas criaturas noturnas são muito populares em todas mídias de entretenimento. No século 21 eles estão mais famosos do que nunca, seja por: Vampire Knight, Vampire Diaries,Crepúsculo, Rosario + Vampire... mas não, meu interesse passa longe de falar dessas versões um tanto "meigas". Chega de visual bonitinho, chega de shoujo, to cansado dessa merda. Quero mostrar um vampiro no mundo dos anime/mangá que honra os sanguessugas do jeito que foram apresentados originalmente, conheçam Hellsing.


O mangá
Publicado na revista japonesa Young King OURs, durante os anos de 1997 ate 2008. No Brasil teve seus direitos adquiridos pela JBC em 2008 e totalizou 20 edições (metade da edição japonesa) em 2009.
Apesar de ter acabado a cronologia oficial de Hellsing, Hirano começou a publicar capítulos (gaiden) de acontecimentos anteriores, intitulado Hellsing: The Dawn.

A arte (traço) de Kouta Hirano é diferencial, extremamente relaxada (traço sujo),sombria e cheia de grafitismo. Eu particularmente adoro essa característica, combina com o ambiente da trama.
Onde Baixar:

Volume 01:
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Volume 02:
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Volume 03:
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Volume 04:
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Volume 05:
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Volume 06:
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Volume 07:
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Volume 08:
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Volume 09:
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Volume 10:
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Anime e OVA (Original Video Animation)
O anime de Hellsing saiu em 2001 e contava com 13 episódios. Foi exibido na emissora TV Fuji e o estudio responsável foi o Gonzo. O character Design ficou por conta de Toshiharu Murata (Batman: Gotham Knight ep3; Guin Saga; Mouse; entre outros) e sua trilha sonora tem um estilo único.
O traço é bem diferente do mangá, assim como a maior parte do roteiro, o que trouxe a insatisfação dos puristas da obra do Hirano.
Onde Baixar: Aqui

O primeiro OVA de Hellsing foi lançado em 2006 pelo estúdio Satelight e contava com 40 minutos de duração, no total foram 7 OVa e todos com 40 minutos de duração. Dessa vez o Character Design ficou por a cargo de Ryoji Nakamori (chefe de animação em: Bleach; Angel Sanctuary; Monster; entre outros).
Esta versão se mostrou extremamente fiel ao mangá, para delírio dos fãs.
Onde Baixar: Aqui


Curiosidades
Falarei de influencias presentes no mangá de Hellsing.
Alucard é uma releitura do Conde Drácula, personagem real, mas que se tornou mundialmente famoso devido ao escritor irlandes Bram stoker.

No filme de 1992 (que Keanu Reeve protagoniza junto de Winona Ryder), existe a presença de uma mulher amada (Elisabetha), o Conde vai a Englaterra em busca da reencarnação da mesma(Mina). No volume 7 do mangá Hellsing, Alucard, a bordo de um navio relembra a viagem em busca de sua amada reencarnada.
Hellsing relembra também um dos mais conhecidos personagens do romance de Dracula, Abraham Van Helsing, um estudioso de ciencias ocultas. No mangá, Integra é descendente do professor Van Helsing e herdou suas habilidades de caçador dos seres das trevas.

O livro de Bram Stoker foi lançado em 1897 e o mangá em 1997, um intervalo de 100 anos. No mangá existe uma passagem que diz que a Organização Hellsing foi
formada a 100 anos pelo avô de Integra




O Autor

Kouta Hirano começou sua carreira como desenhista de hentai e teve sucessos nesse mercado (Angel Dust; Coyote, Gun Mania e outros).
Nascido no ano de 1973 em Toquio, publica atualmente Drifters.

Você pode baixar Drifters aqui: Aqui

Espero que tenham gostado dessa materia vampírica. Não me concentrei no roteiro de Hellsing para evitar Spoilers, mas caso tenha interesse por parte de vocês, criarei um resumo em breve o/

PS: Agradecemos pelas constantes visitas e isso com certeza é satisfatório. Pode ser pedir muito, mas em especial o que alegra a gente é ver o comentario e opinião de vocês, opinem e tornem nossa vida mais feliz rsrs.

Agradecimentos de seu anfitrião, seiyaknight
Ja nee

terça-feira, 1 de junho de 2010

[Resenhas do seiyaknight] Rainbow- Nisha Rokubou no Shichinin


Escrito por: George Abe
Arte: Masasumi Kakizaki

Informações Gerais
Categoria: TV
Gênero: Violência, seinen, delinquentes
Ano de lançamento: 2010
Character Design: Ai KIKUCHI (Também atuou como Animador Chefe em: Cowboy Bebop; Inuyasha; Digimon Tamers e outros)
Estudio: Madhouse
Tema musical: coldrain (OP) e Galneryus (ED)
Numero de Episódios: XX

Sinopse
A história segue com o convívio de sete adolescentes em 1955, onde eles precisam viver juntos em um reformatório em Shio. Confinados em um lugar onde sofrimento e humilhações são diários, eles esperam por um raio de esperança.

Inicialmente foi publicado na Weekly Young Sunday em 2003, mas foi transferido para o Big Comic Spirits ate seu termino. No total, conta com 22 volumes de Abril 2003 ate Fevereiro de 2010.


Onde encontrar
Download na pagina: Aqui
Assistir on-line: Aqui

Minha opinião
Rainbow é um anime bem no estilo que gosto.
Traço maduro, nada de comedias exageradas e um ambiente bem sombrio.
Toda a maldade e sentimentos humanos em uma época pós-guerra (II Guerra Mundial) é muito bem representado, assim como a pobreza e sadismo do local.
Outra caracteristica forte na obra é a amizade que une os sete detentos, criando muitas cenas dramaticas e empolgantes.
Aconselho a todos que apreciam uma historia densa e seria, por enquanto é isso.

Ja nee